segunda-feira, 6 de setembro de 2010

AS VÁRIAS DEFINIÇÕES DE YOGA

A palavra Yoga deriva da raíz sanscrita “YUJ” que significa atar, unir, juntar... e indica o ato de dirigir e concentrar a atenção em alguma coisa para sua aplicação e uso. Da mesma forma significa união ou comunhão e é, na realidade, a verdadeira união de nossa vontade com a vontade do ABSOLUTO. A sujeição de todos os poderes do corpo, pensamento e alma, ao CRIADOR; significa a disciplina da inteligência, da mente, da emoção e da vontade que o próprio Yoga pressupõe; significa um equilíbrio da alma que nos permite olhar da mesma forma todos os aspectos da vida.
O Yoga é um dos seis sistemas ortodoxos da filosofia da Índia que foi codificado por PATAÑJALI.


É uma disciplina espiritual que utiliza o corpo para expressar as emoções e sentimentos de forma harmônica.(Mestre Taunay Valle)
Toda vida é Yoga. (Sri Aurobindo)
Yoga é a parada das ondas mentais. (Patanjali)
Yoga é a habilidade da ação (Bhagavad Gita)
Yoga é uma ciência pragmática e intemporal, desenvolvida através de milênios que trata do bem estar físico, mental e espiritual do homem como um todo. (Iyengar)
Yoga é um conjunto enorme de valores, atitudes, preceitos e técnicas espirituais. (Feuerstein)


O QUE É YOGA




é a transformação da consciência humana em consciência divina.É uma filosofia prática que permite ao ser humano acordar de seu sono e vivenciar a felicidade permanente que ele é.O ser humano, não percebendo que ele já é a felicidade, busca incessantemente esta felicidade fora de si, nos objetos externos. Mais cedo ou mais tarde, percebe que a causa do seu sofrimento está na limitação de sua mente, e que a felicidade não é encontrada fora, mas em cada momento em que está consigo mesmo, sem desejos, sem pensamentos, em paz.





O Yoga Sutra, texto clássico sobre Yoga, inicia com a seguinte definição sobre Yoga:


Yoga é a suspensão dos processos mentais. (Yoga Chitta-vrittti nirodhah)A mente oscilante é o grande obstáculo à percepção do Eu Real. Segundo o Vedanta este Eu é a base de tudo o que existe e sem esse Eu, que é consciência, a mente não seria possível, mas a mente não é real e encobre o Eu. Por essa razão o Yoga tem por objetivo interromper esse fluxo de pensamento e a identificação com a mente, percebendo assim a base da mente que é a consciência e alcançar o Samadhi (união, ênstase, superconsciência).


O Yoga citado nos Vedas é integral, sem divisões. Usar somente o termo “Yoga” deveria indicar que se está abordando o Yoga na sua totalidade. Mas hoje erroneamente se usa o termo e se fala somente do primeiro degrau do Yoga que é o Yoga corporal. Isto acontece porque esta é a porta de entrada do Yoga. Infelizmente muitas linhas de Yoga ignoram os próximos passos a serem trilhados pelos verdadeiros yoguis.


“Tempo houve em que desprezei o corpo mas entãovi Deus dentro de mim. Percebi que o corpo é o templo do Senhor,e comecei a preservá-lo com infinito cuidado.”                                           BHOGAR- Kundalini Yoga - sec.XVII


Hatha Yoga é um sistema de técnicas psicossomáticas que servem de instrumento para transformar o corpo físico num corpo divino.


“A mente é como o vento. O corpo como a areia.Se voce quer conhecer o vento, observe o movimento da areia.” 


As impressões da mente registram-se no corpo, em forma de tensões e flacidez, condicionando o caráter e posteriormente podendo causar doenças psicossomáticas. O Hatha Yoga é uma ramificação do tantrismo, é o sucessor imediato do culto Sidha do tantrismo que promoveu o culto do corpo ou compreensão através do corpo. A idéia central deste caminho é que o corpo não é um obstáculo à iluminação (como era afirmado em tempos pré tantricos), mas o templo do divino. A primeira intenção do Hatha Yoga é preparar o corpo para práticas mais avançadas e para a subida da kundalini (para que não haja um curto circuito). O Hatha Yoga revive o ideal antigo e popular da imortalidade no corpo, a compreensão de que a iluminação deve ser alcançada em vida e não após a morte, para tanto é necessário o corpo saudável, vitalizado e vida longa.


Consta que o fundador do Hatha Yoga foi Gorakshanata e atribui-se a ele duas obras: Hatha Yoga e Goraksha Sanhita, das quais conserva-se somente o segundo texto. Seu mestre é o lendário Matsyendranatha, um dos 84 perfeitos siddhas. Numerosas lendas tem sido criadas ao redor destes dois mestres, e é dificil extrair delas as realidades históricas. Entre os manuais de Hatha Yoga baseados nas obras de Goraksa estão o Siva-Samhita, o Gheranda-Samhita, o Hathayoga Pradipika, o Yoga-Yjnavalkya e o Yoga-Cudamani-Upanisad.O Goraksa Samhita o mais antigo texto sobre Hatha Yoga expõe sua sadhana em 6 partes.


O Yoga, ou processo espiritual, sempre foi comparado a um fogo purificador que consome a personalidade egóica até deixar somente a Identidade transcendental (consciência testemunha).A personalidade egóica luta desesperadamente para sobreviver. A mente e seus conceitos, não desejam ser questionadas e criam artimanhas para sobreviver. Mas a mente precisa morrer para que o Si Mesmo Transcendente possa brilhar. Para isso devemos submeter-nos ao fogo purificador do Yoga. È necessário uma disciplina constante e ardente.


O despertar da Kundaliní é dito como o despertar do fogo serpentino.


O fogo (agni) é produzido pela fricção de dois pedaços de madeira: um bastão mantido verticalmente e uma base horizontal. O girar do bastão superior, considerado o pai de Agni, faz brotar, no ponto de fricção, a faísca que inflama a base, considerada a mãe de Agni. A manifestação do fogo é, portanto, o resultado de uma fricção entre duas forças opostas, comparada ao ato de procriação.




Como o pote de barro cru é dissolvido pela àgua do rio,o corpo é destruído pela morte.Mas se o pote estiver cozido não se dissolverá.Portanto submeta o corpo ao fogo do Yoga,a fim de purificá-lo e fortificá-lo.


O esforço ou Sadhana é a disciplina ardente (Tapas) que vai permitir ascender o fogo serpentino (kundaliní). Este mesmo fogo é representado também no fogo sacrificial dos rituais Védicos (Atharvaveda ), onde o Deva ou princípio divino se torna manifesto e se eleva pela oferenda contínua. O sacrifício ou esforço é um dos fundamentos da doutrina Védica.O que os textos védicos chamam de fogo, está longe de limitar-se apenas ao nosso conceito físico. O fogo representa o princípio da vida, de calor , de consciência, oculto em todos os seres. Como citam os textos: “o fogo habita escondido na terra, nas plantas, nas pedras e as águas o arrastam. Há um fogo encerrado profundamente no homem, um fogo nas vacas, um fogo nos cavalos.” Em outro trecho diz: “Ele permanece oculto ainda que suas chamas sejam brilhantes. Este fogo citado é a identidade única: Deus ou consciência que tudo ilumina e não é iluminado por nada. Reconhecer a si mesmo é Yoga. O Objetivo do Yoga é Moksha, a liberação do Samsara (ciclo de nascimento e morte), é encontrar a imortalidade ou reconhecer o Ser Imortal que somos.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

1852 ** JONATHAN KOONS - FENÔMENOS DE VOZ DIRETA

1852 ** JONATHAN KOONS - FENÔMENOS DE VOZ DIRETA
Fazendeiro em Ohio, foi o primeiro médium moderno que se tem notícia que teve em sua casa fenômenos de voz direta, em que o espírito denominado John King falava através de uma pequena trombeta. As pequenas palestras deste espírito versavam sobre o benefício que colheríamos, com o tempo, em mantermos diálogos sadios com os espíritos, incentivando a caridade com os que estão no erro e na ignorância e que devemos zelar pela nossa sabedoria.
Este fenômeno (voz direta) iniciou-se em tempos muito antigos (há várias citações na Bíblia) com exemplos históricos: Paulo de Tarso, Sócrates, Joana D'Arc, e outros. A explicação para o fenômeno é que o ectoplasma procedente do médium e também, em menor proporção, dos assistentes, usado pelos espíritos operadores na moldagem de uma espécie de laringe humana utilizada para a produção da voz.
Há casos registrados de padres que mantinham diálogos com espíritos por voz direta.
Mrs. Elizabeth Blake, também de Ohio, foi a maior médium de voz direta de quem se teve notícia. Era pobre, iletrada, vivia numa pequena aldeia de Bradrick, em West Virginia. Era médium desde criança, muito religiosa e pertencia a Igreja Metodista da qual foi expulsa, como outros devido a sua mediunidade.
Os fenômenos de voz direta diferem da mera clarividência e da fala em transe, por isso os sons não parecem sair do médium, mas de fora, as vezes de uma distância de alguns metros e continuar quando a boca do médium está cheia d'água e, outras ocasiões, se fazendo ouvir 2 ou 3 vezes simultâneas. Nestas ocasiões uma trombeta de alumínio é empregada para aumentar a voz, e também, como supõem alguns, para formar uma pequena câmara escura, na qual as cordas vocais então usadas pelo espírito, se podem materializar.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Sigmund Freud

Sigmund FreudBiografia de Freud, a psicanálise, psicologia da vida cotidiana, id e ego, revolução na psicologia, psicanálise freudiana, teorias e idéias principais, vida e teoria de Freud, obras principais, estudo da mente humana, estudos psicológicos, interpretação dos sonhos
Sigmund Freud
Sigmund Freud: o pai da psicanálise






Introdução 
Freud nasceu em Freiberg, Tchecoslováquia, no ano de1856. Este grande nome da psicanálise foi o responsável pela revolução no estudo da mente humana.
Biografia 
Formado em medicina e especializado em tratamentos para doentes mentais, ele criou uma nova teoria. Esta estabelecia que as pessoas que ficavam com a mente doente eram aquelas que não colocavam seus sentimentos para fora. Segundo Freud, este tipo de pessoa tinha a capacidade de fechar de tal maneira esses sentimentos dentro de sua mente, que, após algum tempo, esqueciam-se da existência.
Teoria e métodos
A partir de sua teoria, este grande psicanalista resolveu tratar esses casos através da interpretação dos sonhos das pessoas e também através do método da associação livre, neste último ele fazia com que seus pacientes falassem qualquer coisa que lhes viessem à cabeça.
Com este método ele era capaz de desvendar os sentimentos “reprimidos", ou seja, aqueles sentimentos que seus pacientes guardavam somente para si, após desvendá-los ele os estimulava a colocarem esses sentimentos para fora. Desta forma ele conseguiu curar muitas doenças mentais. 
Livros 
Freud escreveu um grande número de livros importantes, alguns deles foram: Psicologia da Vida Cotidiana, Totem e Tabu, A interpretação dos sonhos, O Ego e o Id e muitos outros. Neles, o “pai da psicanálise” (assim conhecido por ter inventado o termo “psicanálise” para seu método de tratar das doenças mentais) responsabilizava a repressão da sociedade daquela época, que não permitia a satisfação de alguns sentimentos, considerando-os errados do ponto de vista social e religioso. 
Segundo ele, o sexo era um dos sentimentos reprimidos mais importantes. Naquela época essa afirmação gerou um grande escândalo na sociedade, entretanto, não demorou muito para que outros psicólogos aderissem à idéia de Freud. Alguns deles foram: Carl Jung, Reich, Rank e outros.


sábado, 15 de maio de 2010

mensagens LUTERANAS

men23 de Agosto
Leia em sua Bíblia: Lucas 19.41-48
O SENHOR E SEU POVO
"Quando Jesus ia chegando, vendo a cidade, chorou, e dizia: Ah! se conheceras por ti mesmo ainda hoje o que te é devido à paz!" (vv. 41s.)
No evangelho nos é mostrado um exemplo especial do horrível juízo de Deus sobre sua mais amada cidade, Jerusalém, e seu próprio povo, a cidade que é casa e morada do nosso amadíssimo Senhor Deus, e seu povo, sua criadagem. Pois Jerusalém era considerada como meio céu...
Apesar de tudo isso, sua amadíssima cidade teve que ser destruída da maneira mais cruel, visto que não aceitaram a palavra de Deus e não quiseram obedecer à mesma... Quanto menos poupará outras cidades não comparáveis a Jerusalém, e outros povos que não têm tanta afinidade com Deus como o povo judeu...
Nesse exemplo, havermos que aprender a ira de Deus e prevenir-nos do desprezo da palavra, e que não digamos, como se costuma ouvir: Ora, Deus não vai reparar nisso! Não castigará com firmeza! - Se não poupou sequer a santa cidade de Jerusalém, seu tesouro mais precioso na terra... não pense que ele nos poupará quando cairmos em pecado igual.
Textos gentilmente cedidos por: CIL - Comissão Interluterana de Literatura

MARTIN LUTERO

Nascido a 10 de novembro de 1483 na cidade de Eisleben/Alemanha, Martim Lutero foi filho de uma família de mineiros pobres. Estudou filosofia e direito e no ano de 1505 entrou para a Ordem dos Agostinianos. Tornou-semonge, sendo ordenado sacerdote no ano de 1507. Defendeu tese dedoutoramento em teologia no ano de1512. Leciona na cidade de Wittenberg, onde desencadeia, a partir de um estudo acurado das SagradasEscrituras, um movimento que modificará profundamente o cenário eclesiástico ocidental. 


Em 1517 publica 95 teses em quepreconiza reformas no interior da Igreja Católica. Não encontrouacolhida para as suas propostas, sendo excomungado no ano de 1521. Proscrito pelas autoridades, acabou sendo sequestrado por simpatizantes de suas idéias.
Redige pequenos livretos e traduz a Bíblia para a língua alemã. Suas teses encontram eco e se espalham rapidamente graças à imprensa. Suas idéias são propagadas e desencadeia-se um movimento reformador em vários países europeus. Outros simpatizantes lideram iniciativas semelhantes na Suiça e na França.
Graças a uma conjuntura política favorável, Martim Lutero consegue ser porta-voz de anseios mudancistas existentes na sociedade da época. Casa-se com Catarina de Bora no ano de 1525, abrindo mão de seu voto de celibato. 
Pregador brilhante e estudioso exemplar da Bíblia, pronuncia-se acerca de temas que agitavam a sociedade alemã e européia.
A tradução da Bíblia permite que milhares de pessoas tenham acesso ao texto sagrado. Edita um pequeno catecismo para que os pais possam ensinar a seus filhos as bases da fé cristã. 
Defende e reivindica junto às autoridades a construção de escolas para rapazes e moças. Músico, compõe inúmeros hinos com melodias e ritmos populares que se tornam verdadeiras prédicas evangélicas.
Denuncia as injustiças sociais e cobra das autoridades mudanças na ordem econômica e social. 
Sua morte ocorreu em 1546 quando o movimento de ruptura com a Igreja Católica Romana havia acontecido irremediavelmente.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

ABOLIÇÃO DA ESCRAVATURA- LEI ÁUREA- VIVA...

Abolição da Escravatura - Lei ÁureaA História da Abolição da Escravatura, a Lei Áurea, Movimento Abolicionista, 13 de maio, libertação dos escravos, História do Brasil, abolição dos escravos, escravidão no Brasil, os abolicionistas, escravos no Brasil,  Lei do Ventre Livre, Lei dos Sexagenários, abolição da escravidão no Brasil
princesa Isabel
Princesa Isabel: assinou a Lei Áurea em 13 de maio de 1888


Introdução 
Na época em que os portugueses começaram a colonização do Brasil, não existia mão-de-obra para a realização de trabalhos manuais. Diante disso, eles procuraram usar o trabalho dos índios nas lavouras; entretanto, esta escravidão não pôde ser levada adiante, pois os religiosos se colocaram em defesa dos índios condenando sua escravidão. Assim, os portugueses passaram a fazer o mesmo que os demais europeus daquela época. Eles foram à busca de negros na África para submetê-los ao trabalho escravo em sua colônia. Deu-se, assim, a entrada dos escravos no Brasil.
Processo de abolição da escravatura no Brasil 
Os negros, trazidos do continente Africano, eram transportados dentro dos porões dos navios negreiros. Devido as péssimas condições deste meio de transporte, muitos deles morriam durante a viagem. Após o desembarque eles eram comprados por fazendeiros e senhores de engenho, que os tratavam de forma cruel e desumana.  
Apesar desta prática ser considerada “normal” do ponto de vista da maioria, havia aqueles que eram contra este tipo de abuso. Estes eram os abolicionistas (grupo formado por literatos, religiosos, políticos e pessoas do povo); contudo, esta prática permaneceu por quase 300 anos. O principal fator que manteve a escravidão por um longo período foi o econômico. A economia do país contava somente com o trabalho escravo para realizar as tarefas da roça e outras tão pesados quanto estas. As providências para a libertação dos escravos deveriam ser tomadas lentamente.
A partir de 1870, a região Sul do Brasil passou a empregar assalariados brasileiros e imigrantes estrangeiros; no Norte, as usinas substituíram os primitivos engenhos, fato que permitiu a utilização de um número menor de escravos. Já nas principais cidades, era grande o desejo do surgimento de indústrias.Visando não causar prejuízo aos proprietários, o governo, pressionado pela Inglaterra, foi alcançando seus objetivos aos poucos. O primeiro passo foi dado em 1850, com a extinção do tráfico negreiro. Vinte anos mais tarde, foi declarada a Lei do Ventre-Livre (de 28 de setembro de 1871). Esta lei tornava livre os filhos de escravos que nascessem a partir de sua promulgação.
Em 1885, foi aprovada a lei Saraiva-Cotegipe ou dos Sexagenários que beneficiava os negros de mais de 65 anos.Foi em 13 de maio de 1888, através da Lei Áurea, que liberdade total finalmente foi alcançada pelos negros no Brasil. Esta lei, assinada pela Princesa Isabel, abolia de vez a escravidão no Brasil.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Siyahamba

Zulu

Siyahamba ekukhanyen' kwenkhos',
Siyahamba ekukhanyen' kwenkhos'.
Siyahamba ekukhanyen' kwenkhos',
Siyahamba ekukhanyen' kwen',
khanyen kwenkos',
Siyahamba,
Hamba Siyahamba,
Hamba Siyahamba ekukanyen' kwen',
Khanyen' kwenkos',
Siyahamba,
Hamba Siyahamba,
Hamba Siyahamba ekukanyen' kwenkos'








Siyahamba

Siyahamba originada na África do Sul, foi escrita por volta do ano de 1950 por Andries vanTonder escrita em africano, depois foi traduzida para o Zulu por Thabo Mkize. Em 1978 o coral Fjedur fez uma turnê pela África do Sul cantando nas Igrejas Evangélicas Luteranas. Assim esta música começou a ser conhecida mundialmente, e também foi traduzida para o inglês sofrendo algumas alterações nas últimas traduções para o inglês de "We are marching in the light of God" (Nós estamos marchando para a luz de Deus) para "We are standing in the light of peace" ( Nós estamos em pé na luz da paz), mas o sentido das apresentações continua o mesmo

domingo, 18 de abril de 2010

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Em Tempo...Os 10 mandamentos dos Protetores dos Animais!!





"1. Não farás da tua casa um depósito de animais. Darás, sim, dignidade para aqueles maltratados e abandonados, mas procurarás acima de tudo um novo lar para eles.


2.Lembrarás de doar os animais que tenham chance de ter um lar; lembrai sempre da finalidade de todo o teu esforço, que é SALVAR O ANIMAL para que este tenha uma vida digna e melhor junto a donos responsáveis.


3.Não ficarás triste quando os animais forem embora para seu novo lar; lembra-te que como uma mãe ou um pai, salvastes uma vida para o mundo, que jamais se esquecerá de ti.


4.Disseminarás a todos que te cercam a Posse Responsável, mas também castrarás o maior número de animais que puderes, por ser a única solução efetiva para o problema do animal abandonado.


5.Não perderás a tua própria dignidade e individualidade; lembra-te que se não estiveres são, física e mentalmente, não poderás cuidar de ninguém.


6.Não ficarás revoltado contra a humanidade, afinal existem muitos voluntários de bom coração como vós, e a maioria das atrocidades são causadas pela ignorância. Cabe a ti ENSINAR!


7.Não esquecerás, de forma alguma, que também és um ser vivo como aqueles a quem tanto te dedicas; deverás reservar horas de lazer e convívio social só para ti, para que não continuem difamando o bom nome dos Protetores de Animais, confundindo-nos com desajustados sociais.


8.Reacenderás diariamente a tua chama de voluntário, aquela que te faz lutar contra todas as adversidades para atingir os objetivos, que causa tanta admiração entre os membros de nossa sociedade.


9.Aproveitarás o dia-a-dia para renovar os teus objetivos, para que os teus meios não se tornem os teus fins, afinal não quereis ser parte do problema, mas sim da solução.


10.Serás feliz, aproveitarás o dom Divino de ENTENDER E PROTEGER ESSAS PEQUENAS VIDAS INOCENTES!"

domingo, 11 de abril de 2010

Antonio Vivaldi


Antonio Vivaldi




Sem dúvida, um dos autores mais conhecidos e populares da história da música é o veneziano Antonio Vivaldi (1678-1741), que simboliza a essência da música barroca italiana.
Primogênito dos sete filhos do violinista Giovanni Battista Vivaldi e de Camilla Calicchio, já aos dez anos preparava-se para a vida religiosa e já tocava violino sob a orientação do pai.
Ordenado padre, aos 25 anos, Vivaldi não exerceu o sacerdócio por muito tempo, sob a alegação de um mal que o acometera desde pequeno, um mal, aliás, nunca bem definido.
Neste mesmo ano, o "Padre Ruivo", é contratado como professor de violino no Ospedalle della Pietà, um orfanato para meninas, e em 1705 tornou-se diretor deste estabelecimento.
Entretanto, sua doença não o impedia de compor, viajar, tocar e reger. Essa pouca vocação para o serviço religioso não passara despercebida ao pai, Mas, conhecedor da política artística de Veneza e da influência da Igreja, Giovanni viu no hábito eclesiástico a garantia do futuro do filho.
A doença não foi um empecilho para se tornar um virtuose do violino, para dedicar-se às aulas no Ospedalle della Pietà, para compor centenas de obras e, finalmente, exercer a cansativa e movimentada vida de empresário da ópera.
Como empresário ele resolvia as questões financeiras do teatro, contratava cantores, organizava os ensaios, etc... Revelou-se um intrépido homem de negócios, mais audaz e menos escrupuloso do que convinha a um sacerdote. Mas, quase clandestina, essa atividade seria deliberadamente ofuscada pela de maestro de della Pietà, título que Vivaldi sempre fez questão de ostentar em todas as suas partituras.
Além desta vida de empresário, Vivaldi era sempre visto com um grupo um tanto estranho para um padre: Annina, sua cantora de ópera favorita; Paolina, a irmã; a mãe das duas cantoras e mais outras duas outras moças. Isso fez com que surgissem muitos comentários nas cidades onde sua companhia de ópera se apresentava.
A partir de 1725, por um período de dez anos, seu nome desaparece dos arquivos do Ospedalle della Pietà. Até 1728 isso deveu-se à intensa atividade de Vivaldi nos palcos venezianos e estrangeiros; de 1728 a 1731, o compositor esteve ausente do cenário musical italiano.
Em 1741 retoma suas atividades em Veneza, onde monta a ópera Griselda, de Zeno e Pariati. Nomeado Maestro de Concerti do Ospedalle, assume oficialmente as funções que exercia de fato desde 1723.
No ano de 1740 parte para uma nova tournée pelo norte da Europa. Em 1741, em Viena, no dia 28 de julho, morre vítima de gangrena, ao lado de sua amiga Annina.
Vivaldi é conhecido, sobretudo, como o autor de As Quatro Estações, pequena mostra de um amplíssimo corpus de música instrumental e agrupações de seu tempo. Todavia, não devemos esquecer que Vivaldi pertencia ao clero regular, por isso, deixou-nos um número nada desprezível de Obras destinadas a liturgia, (cerca de cinqüenta obras) número pequeno se comparado a 442 concertos catalogados e cerca de quarenta Óperas.
Acredita-se que quase toda a sua produção musical fosse destinada às internas do Pietá, onde contava com um conjunto musical permanente que lhe permitiu experimentar toda a sorte de combinações instrumentais e vocais.
Completamente esquecido durante dois séculos após sua morte, tornou-se, no segundo período pós-guerra, um dos compositores de música erudita mais apreciados em todo o mundo.
Em sua música religiosa, Vivaldi se vale de recursos dramáticos e poéticos que nunca havia utilizado em sua virtuosa música instrumental profana.

Recentes investigações musicais, sobre composições vocais de caráter religioso, revelam um aspecto pouco conhecido que esconde autênticas jóias musicais e boa parte de sua melhor música.
Como exemplo podemos verificar que o  esplêndido Glória em RÉ Maior RV589, um de seus trabalhos mais conhecidos, é um extenso conjunto de doze partes nas quais, combinando diferentes instrumentações, tempos e estilos, cria-se um contraste de sensações que alternam riqueza e variedade.
Dois sopranos, contralto, coro, dois oboés, duas trombetas, corda e continuo são os elementos que Vivaldi utilizou para transmitir toda a sua grandiosidade.
Desde o começo, os contundentes acordes que abrem o "Glória in Excelsis Deo" e as brilhantes figuras dos violinos nos submergem no inconfundível universo vivaldiano: um universo repleto de sentimento, alegria e luminosidade, algo muito distante do caráter severo ou da tenebrosa religiosidade de Bach e Handel.
"Et in terra pax", interpretado também pelo coro, transporta-nos a um cenário completamente diferente; o tom menor e a doce atmosfera, delicadamente melancólica, sugerem uma paz mais desejada que verdadeira e assombrará aqueles que estão acostumados a um Vivaldi mais radiante e despreocupado. Talvez seja esta a página mais bela de todo o "Glória"
"Laudamus te" , dueto de sopranos , é outro sublime exemplo da genialidade e da fertilidade harmônica de Vivaldi. No entanto, onde a sua originalidade criadora realmente impressiona é no "Gratias agimus tibi " e no "Propter magnam gloriam tuam", os quais quase funcionam como "introdução e fuga". O coro se transforma num sublime instrumento, que se introduz na orquestra com a mesma precisão que a de um delicado mecanismo.
No "Domine Deux", a segunda soprano, acompanhada por um belíssimo oboé obligato, entoa com devoção e pureza uma melodia inesquecível e que permanece na memória.
O abrupto contraste do "Domine Fili inigente" devolve-nos brevemente a um estilo despreocupado,  que culmina no desolado diálogo que se estabelece entre a contralto e o coro nos três atos seguintes: Domine Deux,   Agnus Dei; Qui tollis;  Que sedes.
Em seguida, recupera-se a atmosfera melancólica, através do arrulho do baixo contínuo que mantém a seqüência dos atos.
O ímpeto violento do "Quoniam tu solus sanctus" parece voltar ao princípio do Glória, sendo que a repetição textual dos primeiros compassos é apenas um modo de evitar que a obra desmorone pela reiterada quebra de tonalidade, instrumentação e estilo.
A vigorosa e controvertida entrada do "Cum sancto Spiritu" é um exemplo perfeito da despreocupação com que os maestros utilizavam as composições de outros colegas em benefício próprio. No caso de Vivaldi, tal procedimento é realizado com tanta maestria que se deve render-lhe homenagem : o "Glória" foi adaptado de seu colega, o maestro Giovanni Maria Ruggieri.
As Quatro Estações, Opus 8
Nº 1- A Primavera em Mi, RV 269






Nº 2 - O Verão em Sol. RV 315






Nº 3 - O Outono em Fá, RV293






Nº 4 - O Inverno em Fá, RV 297






Sonata nº 3 em Lá para Cello e Piano








Sonata nº 3 em LÁ para Cello e Piano








segunda-feira, 29 de março de 2010

O que é Yoga



O que é Yoga

 Equipe Yoga Brasil
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yoga em hindi
De forma simplificada podemos dizer que Yoga é uma tradicional filosofia originada na Índia Antiga.
Yoga é derivada da palavra sânscrita योग (yôg) de raíz verbal YUJ, que possui diversos significados dependendo do sentido dado pelo uso que pode ser relacionado aos verbos "ligar" e "unir".
A união pode ser referente entre mente e corpo, entre indivíduo e o seu Deus, entre os pensamentos e a origem dos pensamentos, entre professor e aluno, entre a consciência individual e a consciência cósmica ou até mesmo entre nós e nossos semelhantes tão diversos e às vezes tão pouco flexíveis.
Yoga pode ser praticada por todos, independentemente de idade, raça, credo ou religião.
A maioria das pessoas no Ocidente consideram Yoga como apenas um sistema de posturas corporais. Porém além das posturas físicas, existem técnicas respiratórias, meditativas, de concentração, de relaxamento, etc. que melhoram a qualidade de vida e aumentam o equilíbrio, tranqüilidade mental, concentração, clareza de pensamento, percepção interior e flexibilidade.


LEIA MAIS... http://www.yogabrasil.org/


quinta-feira, 25 de março de 2010

Libertação PELO ESPÍRITO ANDRÉ LUIZ " VALIOSOS ENSINAMENTOS"




TConteúdo doutrinário:
Este livro trata das culpas advindas a todos aqueles — encarnados e desencarnados — que trilharam pelos descaminhos morais, prejudicando a si mesmos e ao próximo. Como a evolução espiritual é Lei Divina, chega o tempo da inexorável prestação de contas, a partir do tribunal da própria consciência. Enquanto o arrependimento não brota no culpado, por sintonia ele será situado em tormentoso clima astral onde encontrará milhares de Espíritos similares. Porém, alguns desses — obsessores poderosos e cruéis — arvoram-se em juízes implacáveis que em razão da culpa dos mais fracos disso se valem para escravizá-los. A forma como isso acontece é aqui narrada de forma esclarecedora, quanto chocante.
As descrições dos abismais ambientes das trevas onde estão tais Espíritos caídos no mal causam fortíssima impressão, mas constituem preciosa lição de como até ali o Amor de Deus e a Caridade de Jesus e seus Prepostos se faz presente a todos quantos manifestem mínima vontade de mudar de rota, abandonando o mau proceder.
Os distúrbios físico-psíquicos-espirituais são analisados nos Planos Espiritual e Material, com detalhamento de alto impacto aos leitores, funcionando esta obra como enérgico alerta a todos nós, criaturas ainda nas duras lutas do auto-aperfeiçoamento moral.
Não adiantando análises ou reflexões, mas apenas em face do que temos visto no Movimento Espírita, talvez nos seja permitido imaginar que determinadas informações (caso da segunda morte e dos ovóides, por exemplo) causem estranheza e dificuldade de aceitação a alguns espíritas. Não obstante, pedimos licença a esses para sugerir-lhes que dêem crédito ao Tempo, que desata todo e qualquer nó, jamais deixando a verdade submersa.


FONTE: SOCIEDADE ESPÍRITA ALLAN KARDEC
Rua Monte Alverne, 667 – Ribeirão Preto/SP




http://www.institutoandreluiz.org/sinopse_libertacao.html

quarta-feira, 24 de março de 2010

Mistérios nas gravações do filme Chico Xavier



Patricia de Paula   
ImageAs gravações do filme sobre a vida do médium Chico Xavier foram marcadas por vários casos que, certamente, são uma história a parte. As filmagens tiveram uma atriz vendo o médium, figurante incorporando um espírito e outros mistérios, como a chuva que parava misteriosamente a cada novo dia de gravação. Nelson Xavier, ator que interpreta o papel principal, conta que sua ligação com Chico foi muito além do sobrenome igual.
- Eu senti a presença dele o tempo todo. Foi o único personagem que eu pedi para fazer e, hoje, acredito em tudo o que ele disse e viveu. Cada vez que penso nele me comovo - disse Nelson, se emocionando novamente.
O ator lembra que, há muitos anos, estava num churrasco quando um rapaz sentou ao seu lado e perguntou se eu ia fazer o papel do espírita.
- Eu disse que não. Aí ele me respondeu que um passarinho havia dito isso para ele e que ele era espírita. Esse foi um dos sinais mais significativos para mim - diz Nelson, que acredita que Chico o escolheu: - Ele me acompanhou durante todo o percurso.
Segundo a atriz Renata Imbriani, que participou das filmagens, Chico realmente estava perto de Nelson. Ela, que é Espírita, conta que viu o espírito do médium durante uma gravação.
- Estava aguardando a minha vez de entrar em cena e o Nelson estava gravando. De repente, vi uma porta entreaberta de onde saiu uma luz muito grande. Era o Chico. Ele apoiou o braço direito do Nelson e ficou todo o tempo energizando ele. O incrível é que, quando ele toca o Nelson ele fica até com a fisionomia igual a do Chico - conta Renata que interpreta uma mulher que perdeu o filho.
Segundo a atriz Rosi Campos, o clima das filmagens foi marcado por uma emoção que parecia estar à flor da pele.
- Todos que estavam no filme queriam muito estar lá, isso criou um clima muito especial nas filmagens. Você se apaixona pela pessoa que ele foi. Foi muito emocionante.
O filme deve ser lançado em 2 de abril de 2010, quando o Chico faria 100 anos.

Emoção no jardim de Chico
No último dia das gravações, Nelson Xavier teve uma crise de choro. Depois, foi para o jardim, sentou num banco e, talvez sem saber, faz o que Chico costumava fazer ali mesmo: apóia as mãos sobre as pernas e olha para o céu. "Essa cena foi emocionante. Era o jardim dele, as rosas dele".

Até o tempo deu uma forcinha
Em Uberaba fazia um frio horrível e o diretor Daniel Filho disse para ninguém se preocupar porque no dia seguinte faria sol. Não deu outra. Fenômeno parecido aconteceu em São Paulo , quando chovia muito forte em toda a cidade. Só não caiu um pingo no local da filmagem.

Visita inesperada em reunião espírita
Segundo o diretor, teve uma filmagem de uma reunião espírita, em que, de repente uma senhora recebeu uma entidade. "Paramos a filmagem e esperamos a senhora se recompor".

Pomba branca mostra o caminho
A atriz Renata Imbriani conta que, antes de sair para gravar começou a rezar pedindo proteção. De repente, uma pomba branca entrou na casa e parou bem na frente dela. "Ela só foi embora quando eu saí. Pensei: estou no caminho certo. O tempo inteiro senti uma energia muito forte e tranquilizadora"

Fonte: http://extra.globo.com/lazer/materias/2009/09/27/misterios-durante-as-gravacoes-do-filme-sobre-vida-de-chico-xavier-767800542.asp

sexta-feira, 19 de março de 2010

" Soneto - Soror Juana Inés de La Cruz "

   " Soneto - Soror Juana Inés de La Cruz  "
                                                                
      (mexicana - 1651-1695)


Rosa divina que em gentil cultura
és, com a tua fragrante sutileza,
magistério purpúreo da beleza,
alva lição de excelsa formosura;

há em ti como que humana arquitetura,
exemplo de uma ingênua e vã nobreza,
em cujo ser fundiu a natureza
o berço alegre e a triste sepultura.

Altiva em tua pompa presumida,
soberba, a morte afrontas, não te inclinas,
mas logo, desmaiada e emurchecida,

teu ser desfaz-se todo em tristes ruínas!
E assim, com douta morte e fútil vida,
vivendo enganas e morrendo ensinas!

( Poema de JG de Araujo Jorge extraído do livro
"Os Mais Belos Poemas Que O Amor Inspirou"
Vol. IV -  1a edição 1965 )

quinta-feira, 18 de março de 2010

JOANNA DE ÂNGELIS

Joanna de Ângelis
Um Espírito que irradia ternura e sabedoria, despertando-nos para a vivência do amor na sua mais elevada expressão, mesmo que, para vivê-lo, seja-nos imposta grande soma de sacrifícios. Trata-se do Espírito que se faz conhecido pelo nome Joanna de Ângelis e que, nas estradas dos séculos, vamos encontrá-la na mansa figura de Joana de Cusa, numa discípula de Francisco de Assis, na grandiosa Sóror Juana Inés de La Cruz e na intimorata Joana Angélica de Jesus
Conheça agora cada um deste personagens que marcaram a história com o seu exemplo de humildade e heroísmo.

Joana de Cusa
Joana de Cusa, segundo informações de Humberto de Campos, no livro Boa Nova, era alguém que possuía verdadeira fé. Narra o autor que: Entre a multidão que invariavelmente acompanhava JESUS nas pregações do lago, achava-se sempre uma mulher de rara dedicação e nobre caráter, das mais altamente colocadas na sociedade de Cafarnaum. Tratava-se de Joana, consorte de Cusa, intendente de Ântipas, na cidade onde se conjulgavam interesses vitais de comerciantes e de pescadores.
O seu esposo, alto funcionário de Herodes, não lhe compartilhava os anseios de espiritualidade, não tolerando a doutrina daquele Mestre que Joana seguia com acendrado amor. Vergada ao peso das injunções domésticas, angustiada pela incompreensão e intolerância do esposo, buscou ouvir a palavra de conforto de JESUS que, ao invés de convidá-la a engrossar as fileiras dos que O seguiam pelas ruas e estradas da Galiléia, aconselhou-a a situá-lo a distância, servido-O dentro do próprio lar, tornando-se um verdadeiro exemplo de pessoa cristã, no atendimento ao próximo mais próximo: seu esposo, a quem deveria servir com amorosa dedicação, sendo fiel a Deus, amando o companheiro do mundo como se fora seu filho.
JESUS traçou-lhe um roteiro de conduta que lhe facultou viver com resignação o resto de sua vida.
Mais tarde, tornou-se mãe.
Com o passar do tempo, as atribuições se foram avolumando. O esposo, após uma vida tumultuada e inditosa, faleceu, deixando Joana sem recursos e com o filho para criar. Corajosa, buscou trabalhar. Esquecendo "o conforto da nobreza material, dedicou-se aos filhos de outras mães, ocupou-se com os mais subalternos afazeres domésticos, para que seu filhinho tivesse pão
.Trabalhou até a velhice.
Já idosa, com os cabelos embranquecidos, foi levada ao circo dos martírios, juntamente com o filho moço, para testemunhar o amor por JESUS, o Mestre que havia iluminado a sua vida acenando-lhe com esperanças de um amanhã feliz.
Narra Humberto de Campos, no livro citado:
Ante o vozerio do povo, foram ordenadas as primeiras flagelações.
 Abjura!...  exclama um executor das ordens imperiais, de olhar cruel e sombrio.
A antiga discípula do Senhor contempla o céu, sem uma palavra de negação ou de queixa. Então o açoite vibra sobre o rapaz seminu, que exclama, entre lágrimas: 
"Repudia a JESUS, minha mãe!... Não vês que nós perdemos?! Abjura!... por mim, que sou teu filho!..."
Pela primeira vez, dos olhos da mártir corre a fonte abundante das lágrimas. As rogativas do filho são espadas de angústia que lhe retalham o coração.
Após recordar sua existência inteira, responde:
"- Cala-te, meu filho! JESUS era puro e não desdenhou o sacrifício. Saibamos sofrer na hora dolorosa, porque, acima de todas as felicidades transitórias do mundo, é preciso ser fiel a DEUS!"
Logo em seguida, as labaredas consomem o seu corpo envelhecido, libertando-a para a companhia do seu Mestre, a quem tão bem soube servir e com quem aprendeu a sublimar o amor.
Uma Discípula de Francisco de Assis

Séculos depois, Francisco, o Pobrezinho de Deus, o Sol de Assis, reorganiza o Exército de Amor do Rei Galileu; ela também se candidata a viver com ele a simplicidade do Evangelho de Jesus, que a tudo ama e compreende, entoando a canção da fraternidade universal.

Sóror Juana Inés de La Cruz

No século XVII, ela reaparece no cenário do mundo, para mais uma vida dedicada ao Bem. Renasce em 1651, na pequenina San Miguel Nepantla, a uns oitenta quilômetros da cidade do México, com o nome de Juana de Asbaje Y Ramirez de Santillana, filha de pai basco e mãe indígena.
Após 3 anos de idade, fascinada pelas letras, ao ver sua irmã aprender a ler e escrever, engana a professora e diz-lhe que sua mãe mandara pedir-lhe que a alfabetizasse. A mestra, acostumada com a precocidade da criança, que já respondia às perguntas que a irmã ignorava, passa a ensinar-lhe as primeiras letras.
Começou a fazer versos aos 5 anos.
Aos 6 anos, Juana dominava perfeitamente o idioma pátrio, além de possuir habilidades para costura e outros afazeres comuns às mulheres da época. Soube que existia no México uma Universidade e empolgou-se com a idéia de, no futuro, poder aprender mais e mais entre os doutores. Em conversa com o pai, confidenciou suas perspectivas para o futuro. Dom Manuel, como um bom espanhol, riu-se e disse gracejando:
 Só se você se vestir de homem, porque lá só os rapazes ricos podem estudar. Juana ficou surpresa com a novidade, e logo correu à sua mãe solicitando insistentemente que a vestisse de homem desde já, pois não queria, em hipótese alguma, ficar fora da Universidade.
Na Capital, aos 12 anos, Juana aprendeu latim em 20 aulas e português, sozinha. Além disso, falava nahuatl, uma língua indígena. O Marquês de Mancera, querendo criar uma corte brilhante, na tradição européia, convidou a menina-prodígio de 13 anos para dama de companhia de sua mulher.
Na Corte encantou a todos com sua beleza, inteligência e graciosidade, tornando-se conhecida e admirada pelas suas poesias, seus ensaios e peças bem-humoradas. Um dia, o Vice-rei resolveu testar os conhecimentos da vivaz menina e reuniu 40 especialistas da Universidade do México para interrogá-la sobre os mais diversos assuntos. A platéia assistiu, pasmada, àquela jovem de 15 anos responder, durante horas, ao bombardeio das perguntas dos professores. E tanto a platéia como os próprios especialistas aplaudiram-na, ao final, ficando satisfeito o Vice-rei.
Mas, a sua sede de saber era mais forte que a ilusão de prosseguir brilhando na Corte.
A fim de se dedicar mais aos seus estudos e penetrar com profundidade no seu mundo interior, numa busca incessante de união com o divino, ansiosa por compreender Deus através de sua criação, resolveu ingressar no Convento das Carmelitas Descalças, aos 16 anos de idade. Desacostumada com a rigidez ascética, adoeceu e retornou à Corte. Seguindo orientação de seu confessor, foi para a ordem de São Jerônimo da Conceição, que tem menos obrigações religiosas, podendo dedicar-se às letras e à ciência. Tomou o nome de Sóror Juana Inés de La Cruz.
Na sua confortável cela, cercada por inúmeros livros, globos terrestres, instrumentos musicais e científicos, Juana estudava, escrevia seus poemas, ensaios, dramas, peças religiosas, cantos de Natal e música sacra. Era freqüentemente visitada por intelectuais europeus e do Novo Mundo, intercambiando conhecimentos e experiências.
A linda monja era conhecida e admirada por todos, sendo os seus escritos popularizados não só entre os religiosos, como também entre os estudantes e mestres das Universidades de vários lugares. Era conhecida como a Monja da Biblioteca.
Se imortalizou também por defender o direito da mulher de ser inteligente, capaz de lecionar e pregar livremente.
Em 1695, houve uma epidemia de peste na região. Juana socorreu durante o dia e a noite as suas irmãs reliogiosas que, juntamente com a maioria da população, estavam enfermas. Foram morrendo, aos poucos, uma a uma das suas assistidas e quando não restava mais religiosas, ela, abatida e doente, tombou vencida, aos 44 anos de idade.

Sóror Joana Angélica de Jesus

Passados 66 anos do seu regresso à Pátria Espiritual, retornou, agora na cidade de Salvador, na Bahia, em 1761, como Joana Angélica, filha de uma abastada família. Aos 21 anos de idade, ingressou no Convento da Lapa, como franciscana, com o nome de Sóror Joana Angélica de Jesus, fazendo profissão de Irmã das Religiosas Reformadas de Nossa Senhora da Conceição. Foi irmã, escrivã e vigária, quando, em 1815, tornou-se Abadessa e, no dia 20 de fevereiro, de 1822, defendendo corajosamente o Convento, a casa do Cristo, assim como a honra das jovens que ali moravam, foi assassinada por soldados que lutavam contra a Independência do Brasil.
Nos planos divinos, já havia uma programação para esta sua vida no Brasil, desde antes, quando reencarnara no México como Sóror Juana Inés de La Cruz. Daí, sua facilidade extrema para aprender português. É que, nas terras brasileiras, estavam reencarnados, e reencarnariam brevemente, Espíritos ligados a ela, almas comprometidas com a Lei Divina, que faziam parte de sua família espiritual e aos quais desejava auxiliar.
Dentre esses afeiçoados a Joanna de Ângelis, destacamos Amélia Rodrigues, educadora, poetisa, romancista, dramaturga, oradora e contista que viveu no fim do século passado ao início deste.

Joanna na Espiritualidade

Quando, na metade do século passado, "as potências do Céu" se abalaram, e um movimento de renovação se alastrou pela América e pala Europa, fazendo soar aos "quatro cantos" a canção da esperança com a revelação da vida imortal, Joanna de Ângelis integrou a equipe do Espírito de Verdade, para o trabalho de implantação do Cristianismo redivivo, do Consolador prometido por Jesus.
E ela, no livro Após a Tempestade, em sua última mensagem, referindo-se aos componentes de sua equipe de trabalho diz:
Quando se preparavam os dias da Codificação Espírita, quando se convocavam trabalhadores dispostos à luta, quando se anunciavam as horas preditas, quando se arregimentavam seareiros para Terra, escutamos o convite celeste e nos apressamos a oferecer nossas parcas forças, quanto nós mesmos, a fim de servir, na ínfima condição de sulcadores do solo onde deveriam cair as sementes de luz do Evangelho do Reino.
Em O Evangelho segundo o Espiritismo, vamos encontrar duas mensagens assinadas por Um Espírito amigo. A primeira, no Cap. IX, item 7, com o título A paciência, escrita em Havre, 1862. A segunda, no Cap. XVIII, itens 13 e 15, intitulada Dar-se-á àquele que tem, psicografada no mesmo ano que a anterior, na cidade de Bordéus. Se observarmos bem, veremos a mesma Joanna que nos escreve hoje, ditando no passado uma bela página, como o modelo das nossas atitudes, em qualquer situação.
No mundo Espiritual, Joanna estagia numa bonita região, próxima da Crosta terrestre.
Quando vários Espíritos ligados a ela, antigos cristãos equivocados se preparavam para reencarnar, reuniu a todos e planejou construir na Terra, sob o céu da Bahia, no Brasil, uma cópia, embora imperfeita, da Comunidade onde estagiava no Plano Espiritual, com o objetivo de, redimindo os antigos cristãos, criar uma experiência educativa que demonstrasse a viabilidade de se viver numa comunidade, realmente cristã, nos dias atuais. Espíritos gravemente enfermos, não necessariamente vinculados aos seus orientadores encarnados, viriam na condições de órfãos, proporcionando oportunidade de burilamento, ao tempo em que, eles próprios, se iriam liberando das injunções cármicas mais dolorosas e avançando na direção de Jesus.
Engenheiros capacitados foram convidados para traçarem os contornos gerais dos trabalhos e instruírem os pioneiros da futura Obra.
Quando estava tudo esboçado, Joanna procurou entrar em contato com Francisco de Assis, solicitando que examinasse os seus planos e auxiliasse na concretização dos mesmos, no Plano Material.
Pobrezinho de Deus concordou com a Mentora e se prontificou a colaborar com a Obra, desde que nessa Comunidade jamais fosse olvidado o amor aos infelizes do mundo, ou negada a Caridade aos 'Filhos do Calvário', nem se estabelecesse a presunção que é vérmina a destruir as melhores edificações do sentimento moral'.
Quase um século foi passado, quando os obreiros do Senhor iniciaram na Terra, em 1947, a materialização dos planos de Joanna, que inspirava e orientava, secundada por Técnicos Espirituais dedicados que espalhavam ozônio especial pela psicosfera conturbada da região escolhida, onde seria construída a Mansão do Caminho, nome dado em alusão à Casa do Caminho dos primeiros cristãos.
Nesse ínterim, os colaboradores foram reencarnando, em lugares diversos, em épocas diferentes, com instrução variada e experiências diversificadas para, aos poucos, e quando necessário, serem "chamados" para atender aos compromissos assumidos na espiritualidade. Nem todos, porém, residiriam na Comunidade, mas, de onde se encontrassem, enviariam a sua ajuda, estenderiam a mensagem evangélica, solidários e vigilantes, ligados ao trabalho comum.
A Instituição crescendo sempre comprometida a assistir os sofredores da Terra, os tombados nas provações, os que se encontram a um passo da loucura e do suicídio.
Graças às atividades desenvolvidas, tanto no plano material como no plano espiritual, com a terapia de emergência a recém-desencarnados e atendimentos especiais, a Mansão do Caminho adquiriu uma vibração de espiritualidade que suplantas humanas vibrações dos que ali residem e colaboram.